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Actividade  para pensar 3
Textos
Nelson Trindade
Textos
Pensar com mapas-imagens
Pensando o pensar
  Cogito, ergo sum (penso, logo existo)
Penso o meu pensar,
        logo existo ?
ou
René Descartes
?
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?
?
Podemos pensar por dois modos diferentes - com o estilo hemisfério esquerdo ou com o estilo hemisfério direito:

- Com o estilo hemisfério esquerdo, recebem-se mensagens parciais e daí infere-se um padrão que orienta a compreensão. No plano da sobrevivência, é um método bastante eficaz, pois basta um pequeno sinal (um reflexo amarelo na folhagem) mas se inferir o padrão “leão” e detonar a decisão de fuga. Porém, assim nunca se têm os dados todos, podendo faltar os que faltam ser cruciais para a solução. Pior ainda se os dados entretanto recebidos são bloqueantes da compreensão correcta.
 Aplicando isto ao caso anterior, o facto da figura ser um rectângulo e começar-se a pensar pela união dos quadrados azuis dá origem a uma imagem mental de fronteira vertical entre a esquerda e a direita, do que resulta um padrão de compreensão da “impossibilidade” da passagem das outras linhas sem cruzamentos:
- Com o estilo hemisfério direito, o caminho é do “todo” para a “parte”, o que se consegue melhor desenhando num papel o problema e as tentativas de solução. Ou seja, abandona-se a pura reflexão de indução de padrões de compreensão  com base em detalhes e passa-se à acção.  
 
Quando se desenha e se começa primeiro pelas linhas horizontais, o mais natural é que as linhas que unem os verdes não passem muito perto dos encarnados e o mesmo acontecerá para as linhas que unem os encarnados que passarão longe dos verdes. Isto origina que “fisicamente” aparecem detalhes  (os espaços 1 e 2) que na induzida imagem mental anterior são escamoteados. Olhando então para o “todo” a solução é óbvia.
1
2
Para ler um texto, por exemplo, esta frase, é necessário usar o estilo de pensar do hemisfério esquerdo, que parte do detalhe para o todo, pois só se tem a totalidade do seu significado quando se chega ao fim da entrada dos detalhes, pela ordem exigida e com o tempo necessário. Se se ler aleatoriamente, ou com uma ordem própria, as letras e as palavras não se vai obter compreensão nenhuma.

Porém, para ler um mapa, a mensagem total entra instantaneamente e só depois, e através dela, se caçam os detalhes, (estilo hemisfério direito), podendo eles ser lidos com diferentes sucessões.

Os dois estilos têm vantagens e desvantagens diferentes, pelo que a solução deve ser potenciar a sua sinergia mútua e a sua adaptabilidade ao problema concreto. Este deve ser um objectivo prioritário no desenvolvimento do pensar e/ou do estudar que se processam em dois planos:

-  um é o urgente o que significa preocupar-se com os seus resultados: saber a matéria, descobrir a solução etc,

- outro é o fundamental, ou seja,  preocupar-se com o pensar como se pensou, e aqui o importante é tornar claro e consciente os raciocínios seguidos, e para o fazer a solução não é relevante, errados ou certos, existem sempre raciocínios: se foram bons é para guardar, se foram maus é para evitar e descobrir outros, nunca há erros, só há aprendizagens, não é possível perder, ganha-se sempre...

                        ... é o caminho que faz o caminhante, não é o ponto de chegada.
Treinar-se a correr bem
não é esforçar-se em chegar depressa
é esforçar-se em saber como está correndo
e melhorar.