Criança_e_futuro2
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A criança, o futuro e a Escola
(pag. 2#2)
A criança e o futuro
Para onde vão
os nosssos filhos?
Porém, se não se sabe como vai ser o trabalho e a vida daqui a 5 anos, muito menos daqui a 10 anos, nem daqui a 50 anos quando se reformarem, como ensinar o que é preciso saber ?
Segundo a ONU, os estudantes de hoje terão 10 a 14 empregos até aos 38 anos idade
Segundo prospectivas actuais as 10 profissões indispensáveis em 2010 não existiam em 2004
O “professor“ que responde a mais perguntas feitas por iniciativa própria dos seus “alunos” é o Google com 2,7 biliões por mês...por enquanto.
A língua inglesa hoje tem cerca de 5 vezes mais do que no tempo de Shakespeare
As fibras ópticas da 3ª geração podem transportar 10 triliões de bits por segundo num única fio, o que é igual a cerca de  2.000 CD ou 150 milhões de telefonemas por segundo.
Ou seja, a escola tem que preparar os alunos para profissões que ainda não existem, para usar tecnologias ainda não inventadas, dominar metodologias hoje desconhecidas, participar em redes sociais de características ainda por criar, resolver problemas que neste momento não se sabe que existem e tem que aplicar soluções que agora nem se imaginam...

..e, principalmente,...

...depois de ter essas novas competências abandoná-las porque tudo recomeçou de novo, sob risco de cair na INCOMPETÊNCIA TREINADA, isto é, a competência em que faz muito bem (está treinado) algo obsoleto (portanto, de resultado incompetente) que já não se quer.
Um calculo actual prevê que daqui a 3 anos o conhecimento humano duplique em cada 72 horas.
Diariamente publicam-se mais de 3.000 livros,
a informação técnica duplica em cada 2 anos
                                   ou seja,
o que um aluno estudos no 1º ano, quando chega ao 3º é metade do que existe e quando chega ao 5º é um quarto da informação disponível nessas áreas: quando acaba o curso já está desactualizado.
A escola terá que ter dois objectivos distintos:

- objectivo fundamental-
Aumentar o potencial criativo, a flexibilidade e a “autonomia com integração em redes-de-pensar” dos seus alunos

- objectivo urgente-
Fornecer os conhecimentos actuais necessários para possibilitar a
Para isto ser possível as metodologias têm que sair do predomínio da memória e transferir-se para o predomínio da compreensão.

Segundo Yudkowsky há um critério simples para avaliar: se o conhecimento fosse “apagado” da mente, tem que se ter condições para o criar de novo, porque se compreendeu a sua génese.

Por exemplo, uma criança decora que 4x5=20.
Se depois não se recordar, ela tem que ter condições de compreensão do mecanismo da multiplicação para encontrar a solução “20”.

Compreender não é só entender o conhecimento adquirido é também perceber como foi criado. Se isto acontecer existirá flexibilidade e criatividade para a sua reformulação, ou seja, uma incompetência treinada será facilmente
As mudanças que se prevêem para o próximo futuro são tão não-previsíveis que estamos na posição do raptado por extraterrestres em relação a elas.
Segundo E. Goldberg “The mind can grow stronger AS the brain grows older”, ou seja a mente PODE potenciar-se com o envelhecimento do cérebro.
Segundo ele, pensar centra-se em mapas cognitivos (uma espécie de “templates”) que nos permitem reconhecer e criar/recriar PADRÕES, dando significância (sentido/compreensão) aos estímulos (sinais) recebidos.
Com o passar dos tempos, ao longo da vida, se as aprendizagens foram contínuas, a mente terá cada vez mais padrões cognitivos construídos e arquivados (bastante mais material para usar) portanto, terá mais potencial para construir padrões de compreensão, se mantiver activa asua flexibilidade e criatividade de repadronização do que tem em stock mental.
Quem percebe o que sempre percebeu, não irá perceber a “novidade” e 
fará o que sempre fez, que não serve ...para a “novidade”!
No século XXI, a INCOMPETÊNCIA TREINADA é o virus mortal dos técnicos,
das organizações e países que recusam a flexibilidade e a criatividade,
ou seja, os que vivem no mundo...
                                                     ... apoiados em suas TEIMAS (teimosos).
No plano da neurociência, um template cognitivo que nos permite fazer o reconhecimento de padrões, é muitas vezes chamado um “attractor“ ou seja, algo que nos puxa numa determinada direcção. Ele não é mais do que uma constelação de neurónios (células cruciais no cérebro para processar informação) com fortes ligações entre si, cuja principal propriedade é serem activados automaticamente por um mesmo variado conjunto de estímulos. Numa palavra, reconhecem o padrão.
Quanto mais mapas cognitivos (attractors) existirem mais potencial de reconhecimento de padrões (pensar) existe.
                     Fornecer estes mapas cognitivos é o Objectivo urgente da escola.
Porém, se o mundo que se aproxima exige a repadronização para entender o inesperado e o imprevisível.
Nesta situação, uma mente carregada de attractors rígidos e petrificados, é um “dinossauro” em extinção, poderoso na sua incompetência treinada.
Neurónios activos
O futuro exige que, a par de mais mapas cognitivos (attractors) existentes na mente, exista exista tamnbém, e principalmente, um grande potencial de criatividade e flexibilidade para a sua repadronização.

Possibilitar e desenvolver este potencial (e não o destruir) é o Objectivo fundamental da escola.
Vide “extraterrestres e escravos”
Mas para a escola preparar para a vida futura é fundamental definir as necessidades formativas dessa época e elaborar os programas a elas adaptados.
Neste campo, alguns autores salientam a urgente necessidade de, a par da flexibilidade e criatividade na reformulação de padrões, ser também potenciado um “espirito arguto” (sharp mind) hábil, motivado e intensamente direcionado a fazer perguntas, questionando o mundo à sua volta, substituindo o perfil do “SIM SENHOR” (Yes Sir) tão preferido na educação autoritária e “Magister dixit”, já não pelo perfil do “PORQUE NÃO?” (why not) característico dos anos 70, mas sim agora pelo “...E SE....ENTÃO...” (what if...man).

Para este perfil ser potenciado todo o ensino deve fomentar as perguntas, desafiar com problemas de várias alternativas a serem encontradas e não ser bloqueante dessa aventura de perguntar, fechando-os no mundo óbvio de  “ou...ou”, isto é, “ou certo...ou errado”.

A situação piora bastante, quando esse  “ou...ou”, ainda para reforço do “embotamento”, está errado, isto é,  não há  “ou...ou” nenhum, porque existem várias hipóteses.
Como exemplo, um problema de Matemática do livro do 7º ano, em 2008/2009.
Olhando para o problema, a resposta é óbvia e lógica.
Já tentou ? Já fez? Quer conferir com a solução oficial?
No seu caso está mergulhado numa situação de “ou...ou”, ou tem igual e está certo, ou tem diferente e está errado.
Veja aqui........
Simplesmente, a situação não é assim tão simples, pois se olharmos atentamente a figura, o problema não tem solução, a não ser que “parvamente” aceitemos o óbvio.

As nossas crianças são parvas ou estão a ser treinadas para isso ?
Quer saber porquê?
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(pag. 1#2)