A realidade é um
supermercado de sinais,
não dá nada a ninguém,
cada um tira o que quer
(se pode...!!!).
1. O Comerciante, entre os muitos sinais que recebe, apenas se preocupa os de “perigo de vida”. Relaciona-os com outras informações sobre segurança e conclui que a melhor decisão é comprar um bilhete de avião para regressar a casa.
2. O fotógrafo vivendo num País distante, perante os dados que recebe, percebe que existe lá uma óptima oportunidade para fotografias, fica entusiasmado e compra um bilhete de avião para ir para lá.
3. Dos investidores na Bolsa, um deles ao receber as mesmas notícias, relaciona-as com o desequilíbrio de matérias primas, e a necessidade de outras, conclui eventuais lucros nessas áreas e começa a comprar acções.
4. Pelo contrário o outro investidor, com as mesmas notícias, focalizado na incerteza e nos movimentos imprevistos da Bolsa, conclui a presença de riscos elevados e começa a vender acções.
A conclusão a tirar é que as notícias são “dados” referentes a uma situação, sem qualquer significado particular até que um seu receptor, o observador, os integre na sua estrutura informativa e lhes dê significância.
Informação é um dado a quem um observador deu significado.
Se esta informação for transmitida a outro observador, para ele, serão apenas dados sobre os quais ele terá que atribuir também o seu significado, podendo este ser igual ou não ao do anterior.
Por outras palavras, informação é apenas a opinião de um observador sobre um dado recebido. Quando é transmitida transforma-se outra vez em dado, e assim sucessivamente.
O que o outro me diz são apenas dados para eu pensar.
Só para ele é que é informação.
Os vestígios desta mudança originam diferenças (rastos, vestígios, “pégadas” dos acontecimentos) que se apresentam como sinais (dados) perante observadores.
Vamos imaginar quatro observadores distintos, com diferentes pré-estruturas de referência: