Des-envolver é des-equilibrar o sistema
Toda a organização navega num "mar" (o seu contexto), ao qual se adaptou através da configuração interna que criou.
Crescer significa procurar uma nova forma de actuar nesse “mar”, criando, para isso, uma outra configuração em substituição da antiga. Provocar esta passagem implica duas rupturas.
Por um lado, vai acontecer um desequilíbrio do status quo instalado em direcção à nova configuração.
Por outro lado, como não há modelos organizacionais prêt-à-porter, qualquer modelo tem que ser adaptado à organização concreta e ao seu contexto. Isto significa que, no início da sua implementação, este novo modelo está, também, ainda "desequilibrado" na sua formula inicial.
Gerir a mudança é, assim, gerir o desequilíbrio da organização em direcção ao novo modelo, e gerir o desequilíbrio do novo modelo em direcção a essa organização.
Uma premissa de base:
não há mudança sem integração de dissensus.
O consensus, por si só, não resolve.
Algumas áreas possíveis:
Implementação de projectos e decisões
Estratégias de mobilização organizacional
Estratégias de comunicação institucional
Mudança cultural e organizacional
Gestão de situações conflituadas
Integrações organizacionais (fusões)
Transformação de hábitos de liderança e valores