Pensar (mais experiências)
Que conclusão se pode tirar ?
Qual o detalhe (sinal) significativo ?
- Quem ri por último...
- Os últimos são sempre...
- Quem o feio ama...
- Deitar cedo e cedo erguer...
- Filho de peixe...
- Quem não arrisca...
- O pior cego é o que...
- Quem dá aos pobres...
- Há males que vêm...
- Gato escaldado...
- Mais vale tarde...
- Cada macaco...
- Águas passadas...
- Depois da tempestade...
- Mais vale um pássaro na mão
...não é treinar a alcançar a meta, mas preocupar-se a pensar como corre:
se mal para emendar
se bem para fixar!
A meta é só um pretexto para exercitar o aprender a correr melhor.
Nas experiências anteriores, se eventualmente um sorriso divertido apareceu, nesse caso, ele significou que a compreensão da conclusão estava feita, “o caminho tinha chegado ao fim”. Porém para treinar o pensar, o importante é analisar “como esse caminho foi percorrido”, e não onde e como se chegou.
Assim, as questões importantes serão o que despertou a compreensão, o que relacionou, como comparou, o que não viu, o que viu primeiro, etc.
Exactamente como o corredor que não se preocupa com o resultado, mas sim “como pôs os pés, como foi a passada, como estavam os braços, qual o ritmo e como o alterou e porquê, etc.”...
O estudar também tem dois momentos diferentes:
1. Estudar para saber (passar nos exames) = atingir a meta
2. Estudar para saber estudar melhor = correr melhor
Os objectivos e as metodologias não são as mesmas.
A questão é “qual era a mais importante” e hoje, século XXI, “qual é mais importante”.
O pensar treina-se a pensar o acto de pensar...
ou seja,
“não o que pensei”
mas,
“o como pensei”.
Pensar = percepção sinais + lógica
90% dos erros do pensar “não-técnico” são erros de percepção e não de lógica.
David Perkins, Departamento de Educação, HARVARD
Os Provérbios são “sabedorias tradicionais” instaladas na cultura e que funcionam como apoios “morais, éticos, lógicos” à tomada de decisões da vida corrente.
Num tipo de filosofia do senso comum, fazem parte das conversas de todos os dias, ao estilo de brincadeira séria, propondo orientações para o caminho a tomar. Uma espécie de “remédio de oráculo”.
A partir de uma premissa inicial a conclusão surge de forma óbvia, apresentando um novo ponto de vista.
Como experiência, faça de oráculo e tente encontrar outra conclusão para a mesma premissa inicial.
Procure descobrir qual o detalhe (sinal) em que se baseou e como modificou a sequência lógica do provérbio.
Rompa com os enquadramentos culturais e proponha outra visão:
crie significâncias novas...
ou seja, PENSE...